T.A’s (teoria e ação)
Publicado em 08/07/2009
O NPernambuco chega com algumas atividades novas, a ‘Teoria e Ação’ é uma delas. A idéia é quebrar a formalidade das palestras, pondo em prática a horizontalidade gestor-encontrista, além de, como o titulo diz, pôr em prática toda a teoria, já que a ação contribui para a fixação do conteúdo oferecido.
De acordo com a dinâmica ela acontecerá em dois momentos: primeiramente o gestor oferece uma mini-palestra e, logo em seguida, em cima desse tema, oferta uma oficina.
Abaixo, a CONDe divulga, pra você encontrista, todos os palestrantes e os temas das TA’s que acontecerão no N:
Design à la carte: Inovando sem culpa
Clarice Goulart, Marina Nicolaiewsky, Fabiano Braga, Diego Silvério e Fernando Galdino
Desde o ideal bauhausiano de “forma e função”, passando pela obsolescência planejada e a qualidade total, a indústria busca melhores maneiras de se desenvolver. Mas com um mundo poluído, produtos inúteis e existências sem significado, para onde devemos direcionar nossos esforços? Abrangendo os avanços nas áreas sociais (antropologia) e a gestão de projetos com foco no desenvolvimento mais sustentável através dos processos criativos do design, temos o Design à la carte, uma oficina que propõe o foco no ser humano e na desmaterialização dos objetos usando a criatividade de maneiras diferentes e inerentes ao design.
Design e Superfície
Renata Rubim
Se no design em geral, os sentidos orientam a percepção e a interação entre nós e os projetos, no design de superfície isso pode se dar de uma maneira ainda mais dramática. A começar pelo visual, o uso da cor se reflete instantaneamente na relação que temos com o produto. Uma cor ou uma combinação de cores bem utilizada é fundamental para a relação entre usuário e produto.
No tátil os novos materiais, que têm chegado com o avanço tecnológico, entre eles tecidos e materiais de revestimentos, são, hoje, muito mais agradáveis ao tato. A alteração chega a impressionar, tão incrível é a diferença que podemos perceber ao tocar um tecido de poucas décadas atrás.Talvez essa seja a área mais perceptível aos nossos sentidos. Ainda na área do tato, a tecnologia tem possibilitado que os designers consigam pensar e resolver soluções criativas não só esteticamente, mas também, muitas vezes, com foco em usuários com deficiências visuais. É muito interessante sabermos que podemos levar a essas pessoas conceitos de bom design por meios não convencionais. Por isso, felizmente o design tem cada vez mais espaço para se tornar uma ferramenta de acessibilidade que, a meu ver, é uma de suas funções básicas.
Etnografia Aplicada
Fernando Galdino
A China se tornou a fábrica do mundo. Os problemas relacionados ao “como fazer” dos objetos já estão solucionados. Mas se a tecnologia sozinha não é mais provedora de inovação, de onde ela virá? Se tudo já foi inventado, como inovar? Para responder a essas perguntas o Design voltou-se as ciências sociais, em especial a antropologia e etnografia, buscando nos hábitos e comportamentos humanos as soluções e oportunidades paras os produtos e serviços do futuro. Assim, faremos uma “etnografia corporativa” com o intuito de aplicar os conceitos levantados.
Eventos, design gráfico, sustentabilidade e suas interlocuções
Kelly CAS Smythe
Este minicurso tem por finalidade iniciar o estudante no planejamento de projetos de design gráfico para a sustentabilidade em eventos. Para tanto, serão disponibilizadas informações na área de eventos considerando os tipos, formas de planejamento e suas fases, identificação da atuação do design gráfico nestas fases e introdução à sustentabilidade considerando suas bases econômicas, sociais e ambientais. A partir do entendimento das três áreas do conhecimento (eventos, design gráfico e sustentabilidade) e reflexão sobre suas ligações pretende-se, de modo prático, identificar e desenvolver diretrizes de design gráfico para a sustentabilidade em eventos, de forma a incrementar o trabalho de designers e organizadores de eventos.
Ferramentas para novos produtos, novos valores e novos cenários
Christian Ullmann
No contexto da cultura contemporânea o design, assume seu compromisso com modelos colaborativos e inclusivos, estimulando o desenvolvimento local e projetando as características da cultura brasileira no mercado global o design esta se distanciando-se das características industriais e conversa fluidamente com todas as atividades projetuaias. E que design é este? Este design propõe uma nova forma de pensar, de produzir de comercializar de usar de descartar e de reciclar; propõe uma nova estética, uma nova ética, uma nova tabela de valores e um novo equilíbrio. Seguramente esta nova forma de pensar o design é muito mais democrática e necessária para a realidade da brasileira
Jóias com relevo e cinzel
Celso Dorneles
O relevo no metal ou cinzel é uma arte milenar da ourivesaria já utilizada por antigos povos, tais como: etruscos, gregos, egípcios e romanos. Utilizada tanto para fazer jóias quanto para confeccionar utensílios domésticos (vasos, bules, etc.). Trata-se da execução de moldagem de desenhos (figuras, máscaras ou qualquer outra forma) em alto relevo sobre lâmina de metal, realizado manualmente com auxílio de instrumentos chamados cinzéis. Os cinzéis são feitos de ferro e modelados pelo próprio joalheiro que os confecciona conforme o desenho e/ou detalhes que deseja dar ao relevo. Sobre uma meia esfera que contém uma massa especial de cor preta em seu interior é fixada a lâmina de metal com o desenho a ser modelado. Martela-se, com martelos especiais, o cinzel sobre a lâmina de metal de modo contínuo, criando, deste modo, os referidos volumes, trabalhando do negativo para o positivo e vice-versa para o acabamento final.
LOLA
Marco Ogê e Luis Fernando
Seguindo a perspectiva de reconfiguração do design para o caminho da sustentabilidade, o objetivo principal do projeto DESIS – Design for Social Innovation and Sustainability (Design para a Inovação Social e Sustentabilidade) é coletar casos de inovação social com base na sustentabilidade pelo mundo. O Núcleo de Abordagem Sistêmica do Design (NasDesign) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) faz parte da rede DESIS-Brasil, que integra cinco universidades – UFSC, UFF, UFPR, USP e UFRJ – através de pesquisadores e linhas de pesquisa ligadas ao design e a inovação social. O DESIS internacional conta com a coordenação de Ezio Manzini e François Jégou, ambos do Politécnico de Milão (POLIMI). Por isso o NasDesign propõe a Teoria e Ação, que apresentará metodologias de investigação de inovação social (Looking for Likely Alternatives (LOLA), Abordagem Sistêmica do Design e Pesquisa-ação) para a busca por casos de inovação social pela cidade.
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